De uma forma resumida, mas correta, é possível dizer que cartão corporativo é um cartão (seja ele de crédito ou débito) destinado às empresas.

Da mesma forma como o cartão para pessoas físicas, o cartão para empresas tem suas limitações de acordo com o plano e a instituição financeira à qual são vinculados. Ou seja, conforme o contrato de cartão que a empresa possui são definidos benefícios, limite de gastos, se é possível ou não realizar transações internacionais, dentre outras.

Diferente do cartão de crédito comum, o cartão corporativo não precisa ser nominal. Ele pode ser utilizado por uma única pessoa, como um sócio, ou pode ser utilizado por vários funcionários, ou por um time predeterminado. Tudo depende de como a empresa irá escolher lidar com os cartões corporativos, e o contrato estabelecido com o banco prestador do serviço.

É comum que as empresas utilizem o cartão corporativo ou um cartão empresarial sejam usados para despesas como:

  • Despesas de viagens corporativas e equipe externa (como hospedagem, traslado, alimentação);
  • Compra de materiais para escritório e reposição de estoque;
  • Reuniões com clientes e visitas comerciais;
  • Compra de insumos;
  • Anúncios e mídia paga;

Nesse texto buscamos expandir um pouco mais do conceito do que é um cartão corporativo e responder as principais dúvidas existentes sobre o tópico. Para saber mais sobre o Cartão Corporativo do Espresso clique aqui.

1) Existe diferença entre Cartão empresarial x Cartão corporativo

É comum, durante uma pesquisa para instituir um cartão na sua empresa que você se depare com os termos Cartão empresarial e Cartão corporativo. É comum que sejam usados como sinônimos e isso não está completamente errado. No entanto, a diferença entre eles está no faturamento da empresa.

O cartão corporativo geralmente é para empresas com um faturamento mensal maior do que as empresas com cartão empresarial. Com isso, o corporativo pode possuir regalias a mais: maior prazo de pagamento, benefícios e diminuição de algumas taxas. E, de novo, tudo depende do contrato.

Mas no fim, eles exercem a mesma função que um corporativo.

2) Qualquer empresa pode ter um cartão corporativo?

Qualquer empresa, indiferente do porte e faturamento mensal, pode adquirir um cartão empresarial ou corporativo. Para isso, solicite para seu banco e conheça mais sobre as restrições e contratos. As burocracias e funcionalidades, bem como limites e taxas, mudam de banco para banco.

De qualquer forma, saiba que sua empresa pode possuir um cartão corporativo (ou empresarial) para ajudar a organizar suas finanças e centralizar as despesas, inclusive o cartão do Espresso: que está disponível para empresas de todos os portes e segmentos.

3) Cartão corporativo é pré pago ou pós pago? Qual é melhor?

Existem cartões corporativos pré pago e pós pago. Definir qual deles é melhor, porém, vai depender de vários fatores: afinal cada um tem suas vantagens e desvantagens.

A escolha certa depende da atual situação da sua empresa.

Com o cartão pós pago é possível que o colaborador/a empresa realizem compras parceladas. Funciona bem próximo a um cartão de crédito pessoal de pessoa física, garantindo um prazo para o pagamento da compra realizada. Esse cartão permite, por exemplo, aliviar o fluxo de caixa e alocar os gastos no futuro.

Já o cartão pré pago demanda a existência de um saldo disponível. Ele é melhor para você que procura um processo menos burocratico e a liberação de limites maiores de forma mais rápida – já que é você quem define o limite recarregando a conta vinculada. É um ótimo recurso para reduzir reembolsos e gastos com viagens corporativas.

Além disso, ele funciona como o sistema de adiantamentos, oferecendo menor burocracia e maior controle de gastos corporativos.

Agora que você entendeu como funciona o cartão corporativo pré pago, aproveite para se inscrever na lista de espera e entrar na fila para usar o Cartão Espresso e transformar seus processos financeiros.

4) Quais as principais vantagens de um cartão empresarial/corporativo

Indiferente do tipo do seu cartão, as vantagens são as mesmas.

Os cartões surgiram para facilitar as finanças e organizá-las desde o início. Tornando o trabalho do departamento financeiro descomplicado. Entre os benefícios do uso de um cartão podemos listar:

Separar as contas da empresa

Uma das principais dicas em como organizar as contas da empresa é separar a conta pessoal da profissional. Algumas empresas ainda insistem em utilizar a conta profissional para fins pessoais (ou vice e versa), o que essa prática afeta as finanças da empresa, principalmente no quesito organizacional.

Optar por um cartão irá ajudar nessa organização. Assim, você nunca mais precisará usar seu cartão pessoal para questões referentes à sua empresa. 

Organizar os gastos e despesas dos funcionários

Um cartão empresarial para os funcionários é uma maneira de descentralizar a compra ou pagamento de serviços, ao mesmo tempo que centraliza toda a fatura. Dessa forma, é dada a independência aos funcionários, mas o controle dos gastos e despesas continua com a empresa.

Facilita a conciliação contábil

A conciliação contábil é o processo de comparação entre valores que saíram e entraram na sua conta. Com a divisão feita pelo uso do cartão, se torna mais fácil essa comparação, uma vez que os gastos não se misturam e estão centralizados.

Agiliza (e melhora) o controle financeiro empresarial

Boa parte dos cartões corporativos e empresariais possuem um controle online em tempo real. Assim, o controle pode ser feito todo fim do mês, por exemplo, mas a possibilidade de acompanhar as transações de forma online fornece maior segurança e comodidade às empresas.

5) Quais são os principais desafios com o cartão corporativo

Mas nem tudo são flores. A aquisição de um cartão corporativo, em alguns casos, acompanha de desafios ao departamento financeiro. Nada que impossibilite (ou invalide) a adoção de um cartão, mas cuidados deverão ser tomados. Portanto, esteja ciente dos seguintes pontos:

  • Despesas em Dólar

É importante antes de cada compra em Dólar calcular a variação cambial entre Dólar e Real. Agora, o cálculo é feito no dia da compra, não mais no fim da fatura como alguns anos atrás. Outro ponto é que, como os cartões podem ser disponibilizados aos funcionários, é importante alertá-los sobre compras nesse formato.

  • Dificuldade de abrir as despesas detalhadas 

Olhando pela perspectiva do departamento financeiro, há vezes que os valores chegam compilados. Ou seja, não é possível identificar a origem de cada despesa. Isso é importante para a documentação de caixa, considerando também o plano de contas anteriormente criado. Só assim é possível extrair relatórios de despesas e identificar quais são os maiores valores e quais despesas são recorrentes.

  • Gestão das despesas recorrentes

É preciso também tomar cuidados com as despesas recorrentes, como assinaturas de softwares e afins. Nesses casos, são creditados os valores mensalmente. Portanto, é importante tê-los documentados em contas a pagar e a receber. Tudo isso para manter um controle preciso e sem surpresas.

Concluindo

O cartão corporativo ou empresarial é uma boa maneira para descentralizar os pagamentos e organizar as finanças da sua empresa. Mas, como dito, cada cartão possui particularidades em relação ao banco prestador do serviço.

Venha conhecer o cartão Espresso, uma solução descomplicada e eficiente para gerenciar suas despesas.

O cartão Espresso é 100% integrado à gestão de despesas. Uma solução financeira simples, completa e criada sob medida para resolver os principais problemas que ainda existem na sua prestação de contas.

Com o cartão Espresso você pode:

  • Dar adeus aos adiantamentos em dinheiro;
  • Eliminar a conciliação de faturas e recibos, diminuindo erros e fraudes;
  • Garantir maior controle dos valores oferecidos e gastos pelos colaboradores;
  • Minimizar a complexidade da sua prestação de contas, economizando tempo e reduzindo o desgaste dos seus colaboradores;
  • Melhorar a segurança física e trabalhista de toda a empresa.

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De modo geral, podemos considerar como viagem à trabalho qualquer situação em que o funcionário necessite se deslocar em função da empresa. Não importa a natureza do deslocamento: seja ele uma visita à cliente, participação em treinamentos ou feiras, consultorias, visita a filiais, etc, desde que o funcionário esteja desempenhando alguma função vinculada a empresa, inclusive nos casos em que a atividade seja na mesma cidade.

Com a pandemia muitas empresas se viram substituindo rotinas externas por reuniões virtuais, forçadas a se adaptar à uma nova realidade de distanciamento social para conter o avanço do vírus. No entanto, as viagens nunca pararam completamente e agora, mais do que nunca, estão retomando com força total no ambiente corporativo.

Por muitas vezes serem imprescindíveis e fazerem parte da realidade dos profissionais das mais diversas áreas, é necessário que os envolvidos nesses deslocamentos saibam seus direitos.

Afinal, existem leis e normativas exclusivas para amparar o trabalhador que precisa se deslocar/viajar a trabalho, como por exemplo o pagamento de diária de viagem ou reembolso de despesas. Pensando nisso, escrevemos esse artigo compilando as informações mais importantes. Leia até o final para saber tudo.

1 – Despesas de viagem

É de se esperar que uma viagem a trabalho demande gastos. Sejam eles de combustível, transporte, hospedagem ou alimentação, o que poderá ser gasto pelo trabalhador em nome da empresa varia de acordo com a política interna.

As formas mais comuns de realizar este pagamento são as diárias de viagem, adiantamento e reembolso de despesas.

  • Diárias de viagem: conforme a lei trabalhista estabelece, se trata de um valor dado ao funcionário para custear a viagem, é um pagamento regular quando o contrato de trabalho prevê viagens constantes;
  • Adiantamento: possui a mesma finalidade das diárias de viagem, mas não são constantes, o empregador disponibiliza ao funcionário um adiantamento para arcar com as despesas da viagem;
  • Reembolso de despesas: se trata de uma forma diferente de custear tais viagens, neste caso o próprio funcionário faz a viagem e arca com todas as despesas com seu próprio dinheiro em primeiro momento. Somente após realizada a viagem, o funcionário apresenta à empresa as notas fiscais comprovando seus gastos e então recebe uma indenização por eles, ou seja, seu reembolso.

O reembolso de despesas é uma opção bastante eficiente para as empresas, garantindo mais segurança financeira, prevenindo irregularidades e eliminando a morosidade do processo. No entanto, esse processo, quando feito de forma manual, pode ser oneroso para a empresa. Algumas soluções, como o Espresso, já oferecem alternativas que automatizam, otimizam e tornam esse processo livre de fraudes.

Independente de qual for a modalidade escolhida para custear as despesas da viagem, é importante ressaltar que tais despesas são de responsabilidade da empresa, elas podem ser passagens aéreas, rodoviárias ou ferroviárias, translado, gasto de quilometragem (caso a viagem seja realizada em carro próprio), ingressos e entradas em eventos corporativos, gastos com alimentação, hotéis, transportes públicos, etc.

Tal determinação tem sua base no art. 2º da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), ele estabelece que “cabe ao empregador assumir os riscos econômicos do negócio”, sendo assim a empresa não pode repassar para seus funcionários a responsabilidade de custear suas ferramentas de trabalho com seu próprio dinheiro, já que tais ferramentas tem como finalidade o benefício final do empregador e de sua empresa

Todos estes gastos são de responsabilidade da empresa, mesmo que em primeiro momento o funcionário pague todas elas com seu próprio dinheiro, a empresa está obrigada por lei a arcar com quaisquer despesas necessárias para que o funcionário possa exercer a atividade para a qual foi designado. Caberá a empresa escolher qual será a melhor forma de realizar tais pagamentos de acordo com suas políticas internas.

Por se tratar de uma verba indenizatória, ou de ressarcimento, tais valores não integram o salário do funcionário e não pode haver qualquer desconto fiscal sobre eles.

Em caso de despesas pessoais, como compras de presentes ou bens de benefício próprio independentes do exercício da atividade realizada, elas serão consideradas despesas não reembolsáveis ainda que realizadas durante a viagem de negócio.

2 – Horas Extras

Outra importante dúvida que pode surgir diz respeito ao pagamento de horas extras, e neste caso não existe uma resposta clara de como elas deverão ser contabilizadas por que o pagamento irá depender do contrato de trabalho específico de cada funcionário.

De acordo com a CLT, o pagamento das horas extras é um direito de todo trabalhador, mas não existe nenhuma previsão clara quanto ao pagamento e contabilização dessas horas para funcionários que estão viajando à trabalho.

Existem duas situações principais que irão nortear a forma de lidar com as horas extras em casos de viagem à trabalho, elas são, o controle de horas trabalhadas e o tempo gasto à disposição da empresa.

O controle de horas trabalhadas: nos casos em que o funcionário não possuir uma jornada fixa de trabalho, não poderemos falar em contabilizar horas extras durante a viagem corporativa, independente do período da viagem; porém nos casos em que o funcionário possui uma jornada fixa de trabalho o registro ou não das horas extras vai depender da quantidade de horas trabalhadas.

Caso o trabalhador cumpra com sua jornada de trabalho mesmo em viagem, não há de se falar em horas extras, porém se ele extrapolar tal jornada diária ou semanal em virtude da viagem, estará configurada a necessidade de se pagarem tais horas extras. Para realizar tal cálculo é importante levar em consideração que o pernoite e deslocamento não contam como horas trabalhadas, mas podem ser consideradas como tempo à disposição da empresa como veremos a seguir.

Tempo à disposição da empresa: outra questão a ser levada em consideração diz respeito ao tempo à disposição da empresa. Nos casos em que o funcionário tem suas atividades restringidas fora do horário de trabalho, ou seja, mesmo fora de horário de trabalho ele pode receber ordens da empresa a qualquer momento, isso significa que ele está à disposição da empresa.

Neste caso as horas extras devem ser contabilizadas mesmo que não se esteja exercendo nenhuma atividade direta, por que se a qualquer momento o funcionário pode ser acionado pela empresa ele de fato está vinculado a ela, não podendo realizar outras atividades e devendo receber por este período.

3 – Acidentes de Trabalho

Caso ocorra algum acidente em viagens à trabalho, eles serão equiparados à acidentes de trabalho, e como em todo acidente de trabalho convencional o empregador está obrigado a comunicar o acidente junto ao INSS. Os primeiros 15 dias de afastamento são considerados como interrupção contratual e seu pagamento ficará a cargo do empregador, após esse período tais pagamentos serão de responsabilidade do INSS.

Afim de resguardar seus trabalhadores é possível que a empresa contrate uma apólice de seguro de viagem à trabalho, apesar de não ser muito comum devido à sua não obrigatoriedade em território nacional, porém em casos de viagens internacionais a contratação de um seguro neste sentido é obrigatória.

4- Adicional de Periculosidade

Além das horas extras, muito se questiona quanto a periculosidade envolvida nessas viagens e seu respectivo adicional, porém neste caso a CLT e a CF (Constituição Federal) são claras em estabelecer que o profissional que viaja a trabalho não tem direito ao adicional de periculosidade.

Conforme estabelecido no art. 7, inciso XXII da CF, e art. 193 da CLT, apenas trabalhadores que exercem “atividades penosas, insalubres ou perigosas” tem direito ao adicional de periculosidade, são exemplos de tais atividades, as que tem contato permanente com inflamáveis, explosivos ou condições de risco acentuados, atividades perigosas com risco de morte, como as atividades relacionadas a energia elétrica, explosivos, substâncias inflamáveis, radiação ionizante e substâncias radioativas.

Profissionais como frentistas de posto de combustível, operadores de distribuidoras de gás, funcionários no setor de energia elétrica, se enquadram nos casos estabelecidos pela lei e recebem o adicional de periculosidade, porém os trabalhadores que viajam a trabalho mesmo que regularmente não se encaixam em tal categoria, não possuindo direito de receber o adicional de periculosidade.


Por fim, observamos que as viagens à trabalho possuem características específicas e importantes, cabendo tanto ao funcionário quanto a empresa entenderem de forma clara todos os direitos e deveres envolvidos neste processo.

Para que tudo ocorra da melhor forma possível é preciso que a empresa respeite os direitos estabelecidos na lei e os explique aos seus funcionários, e caberá aos funcionários não ir além de tais direitos, sendo justo e honesto com seus gastos, repassando todas as etapas da viagem em detalhes para a empresa, para que assim ela possa assumir todos os riscos e gastos envolvidos na viagem sem nenhum ônus ao trabalhador, além de garantir seu acolhimento em caso de acidentes.

O melhor caminho para que ambas as partes se sintam respeitadas é um bom diálogo e uma boa organização empresarial interna, estabelecendo os objetivos da viagem e quais serão as ferramentas utilizadas para sua realização, para que a viagem possa ocorrer de uma forma segura, planejada, justa e que beneficie tanto o funcionário quanto a empresa.

A Governança Corporativa é um conceito que engloba todo conjunto de práticas, políticas e processos que vão regular a administração da empresa. Juntamente com o crescimento das empresas, foi surgindo a necessidade de conciliar interesses de sócios e administradores, ainda que conflitantes.

Internacionalmente a Governança Corporativa ganhou força devido a escândalos corporativos, o que impulsionou a necessidade de estabelecer diretrizes mais rígidas e palpáveis quanto a administração empresarial. Já no Brasil, essas práticas são mais recentes e ganharam força principalmente nos anos 90 com várias privatizações e com a abertura do mercado nacional.

Neste sentido, também foi criado o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, conhecido como IBGC, ele é responsável por elaborar e divulgar quais são as melhores práticas de governança corporativa a serem seguidas pelo empresariado brasileiro.

Quais os benefícios da Governança Corporativa?

A Governança Corporativa tem como principal objetivo mediar os interesses dos sócios e administradores de uma empresa na tomada de decisões, buscando o bem comum da empresa e reduzindo assim possíveis conflitos internos. Sua ação acaba garantindo controle, qualidade na gestão, sustentabilidade econômica a longo prazo além de evitar fraudes na administração.

De modo geral, a sua implementação permite que a empresa determine objetivos a longo prazo, dando um sentido maior a empresa do que apenas cumprir com suas funções e tarefas rotineiras sem um direcionamento mais profundo, além de também estabelecer as melhores formas de se atingir esse objetivo através de um plano.

A Governança Corporativa acaba dando um propósito maior para o grupo empresarial, envolvendo todos as suas partes, e inclusive mostrando para a sociedade e possíveis investidores quais são os reais objetivos da empresa.

Suas principais práticas e ações são o monitoramento, controle e divulgação de informações. Através dessas práticas o sistema irá avaliar, monitorar e direcionar toda gestão do negócio, visualizando o objetivo principal da empresa e realizando ações para direciona-la a esse objetivo.

As principais ferramentas utilizadas são os conselhos administrativos, conselhos consultivos, relatórios periódicos, compliance, etc. E todas as ações são realizadas seguindo princípios como equidade, transparência, responsabilidade corporativa e prestação de contas.

A Governança Corporativa e as empresas familiares

O Brasil possui um grande número de empresas familiares, e o avanço da Governança Corporativa também tem atingido bastante esse modelo empresarial. Conforme tais empresas vão crescendo, sua administração fica cada vez mais complexa, sendo necessário melhorar seus mecanismos de controle, gestão e transparência. Para isso é preciso definir os papéis dos sócios, administradores e integrantes da família, visando as necessidades atuais e futuras da empresa.

Uma das ferramentas utilizadas pela Governança Corporativa em empresas familiares é o “protocolo familiar”, que consiste em um acordo estabelecido entre entes familiares para reforçar a coesão entre os sócios, além de transmitir o legado e os valores da família presentes em seu negócio. Esse protocolo tem como objetivo sedimentar de forma clara quais são os valores da empresa, quais os papéis dos sujeitos envolvidos e também reflexões sobre o futuro, os principais desafios e objetivos daquela empresa familiar.

Para produzir tal protocolo o ideal é que diferentes gerações familiares estejam envolvidas, e também é importante envolver um mediador externo para auxiliar neste processo de forma neutra, deixando quaisquer divergências pessoais de lado para focar inteiramente na empresa em si.

Os principais assuntos abordados nestes protocolos giram em torno de: ingresso de novos familiares nos quadros da empresa; separação de papéis nas esferas da família, propriedade e gestão; remuneração da família na gestão e no conselho; resolução de conflitos; saída de familiares da sociedade; participação de cônjuges na empresa, entre outros.

Ações para implementar a Governança Corporativa

Existem muitas ações que podem ser tomadas para se implementar a Governança corporativa, elas giram em torno de planejar de forma clara como se dará o funcionamento da empresa para alcançar determinado objetivo, e quais são os papeis dos sujeitos envolvidos nisso. Para isso é preciso que os processos possuam transparência, hierarquia clara, reuniões e acompanhamentos constantes sobre os projetos e ações da empresa, entre outros. Alguns passos principais podem ser seguidos e entendidos como básicos para tal implementação, porém é importante ressaltar que cada implementação se dará de maneira particular e única de acordo com as características de cada empresa. Estabeleceremos aqui algumas medidas gerais que podem ser adaptadas a cada empresa:

Separe questões pessoais dos recursos da empresa: (principalmente quanto as empresas familiares)

A separação dos recursos entre pessoais e profissionais é de extrema importância para o bom funcionamento da empresa, nenhum administrador deve usar os recursos empresariais para fins pessoais. Tal divisão pode contribuir muito para evitar fraudes e misturas patrimoniais de modo geral.

Forme um conselho consultivo:

O conselho consultivo pode servir como pedra fundamental dos princípios e valores que serão levados em conta na tomada de decisões da empresa, já que com um conselho estabelecido a visão estratégica do negócio será englobada em todos os momentos em que o conselho atuar.

Acompanhe e avalie projetos

O monitoramento e avaliação de projetos é fundamental para otimizar e preservar os valores gerados por acionistas, por isso é essencial fortalecer as atividades estratégicas, conhecer custos, rentabilidade e viabilidade dos serviços prestados, dos projetos em andamento, etc. Neste momento, a utilização de ferramentas e tecnologias pode auxiliar e muito todo o processo de acompanhamento dos projetos ativos e em análise.

Otimize os processos financeiros

Através da otimização da gestão financeira é possível otimizar a rotina de trabalho do departamento financeiro, focando menos em questões burocráticas e técnicas, passando a participar mais ativamente e estrategicamente na organização como um todo, e não só na parte financeira que pode se distanciar do resto da empresa e dos seus verdadeiros objetivos.

Promova a transparência

A transparência é um dos princípios básicos de toda Governança Corporativa, ela envolve disponibilizar constantemente informações do interesse de “stakeholders”, além de ser essencial para direcionar a otimização do valor da empresa, mostrando onde estão os verdadeiros investimentos e expectativas para os interessados, além disso, internamente todos os envolvidos vão se sentir incluídos nas metas, objetivos e direcionamentos da empresa, participando ativamente das suas decisões e acompanhando os desdobramentos dessas ações.

Fortaleça as lideranças

Por fim, todos os princípios e etapas da implementação dessas novas políticas vão depender de uma (ou mais) figura (s) de liderança dentro da empresa, apta a guiar toda a estrutura empresarial para ir em uma determinada direção. Seu papel vai envolver principalmente na coesão da empresa, unificando questões divergentes e colocando todos os processos empresariais para um único direcionamento, porém durante esse processo o líder precisa ouvir os gestores e administradores a todo tempo, para garantir que o caminho a ser tomado está de acordo com todos os passos que foram estabelecidos e decididos pela empresa.

Toda implementação da Governança Corporativa vai ter como base os princípios da empresa, seus valores e seu objetivo a longo prazo, por que tais aspectos vão determinar as particularidades de cada empresa e consequentemente qual será a melhor forma para tal implantação. Portanto para que a implementação seja útil, é necessário que haja um profundo mapeamento envolvendo todas essas questões particulares para que essa base fundamental seja estabelecida de forma correta, e para que os frutos colhidos com a implementação da Governança Corporativa estejam de acordo com as necessidades empresariais que a motivaram.

 Um dos maiores desafios enfrentados pela indústria na atualidade é se manter sempre atual e acompanhar as mudanças tecnológicas da sociedade. Por isso, a constante inovação e transformação da indústria passa a ser uma tendência importante e necessária diante deste cenário de rápidas mudanças em todas as áreas.

Pensando nisso, reunimos grandes nomes relacionados às tendências de transformação e inovação na indústria: Anna Paula Graboski, CEO da Landix; Fábio Tulio Felippe, Diretor de Inovação da Sankhya; e Mariana Nigro, Head de Inovação da Britvic Brasil para debaterem e exporem suas ideias e vivências no dia a dia profissional.

tendências da transformação e inovação na indústria

Um dos principais insights gerados logo no início do webinar é a certeza de que, para que as transformações ocorram, primeiro é preciso que haja uma mudança cultural na mentalidade das pessoas. Só isso pode fazer com que as adaptações constantes passem se tornem parte da estrutura empresarial. 

Segundo Mariana Nigro, palestrante da empresa Britvic, os projetos do dia a dia, de criar, inovar, planejar, são desafiadores, mas o principal ponto é encabeçar essa mudança cultural, tentar trazer o novo mesmo com a resistência natural das pessoas com as mudanças.

O principal ponto é lidar com essa resistência e isso só poderá ser feito com uma mudança estrutural na forma com que vemos todas essas transformações constantes, ao invés de resistir é preciso abraçar e investir nas inovações da indústria. Depois de despertar as faíscas da transformação, é preciso nutri-las para que as chamas não se apaguem, por isso a palestrante da empresa Landix, Anna, propõe:

É preciso que a inovação seja tratada de forma mais natural e cotidiana na empresa. É preciso que esse processo integre a própria estrutura de funcionamento da indústria por que as principais inovações sejam feitas nos processos simples e diários enfrentados no cotidiano.

Por isso ao longo do webinar Anna defende que em um primeiro momento as inovações não devem possuir um caráter extraordinário capaz de mudar toda estrutura empresarial e reinventar todos os processos. É ideal que elas comecem com mudanças pontuais e necessárias que vão abrir caminho para transformações posteriores mais profundas e estruturais.

Neste sentido, o palestrante Fábio, da Sankhya propõe uma desmistificação da inovação, já que vivemos em um contexto de transformações rápidas e constantes onde a única certeza que temos é que as coisas estão em uma mudança contínua. Por isso a inovação está muito próxima do cotidiano empresarial e é necessário que ela seja incorporada ao modelo industrial, tendo o seu espaço garantido e incentivado dentro das empresas.

“As transformações que aconteciam de décadas em décadas hoje acontecem em questões de semanas, por isso é preciso que a indústria se adapte a esse novo modelo de produção onde a inovação não é mais a exceção, mas a regra do cotidiano empresarial.”

Todo esse processo de inovação carrega um grande objetivo, que é adaptar de forma cada vez melhor a indústria em relação a sociedade, cumprindo o seu papel final e social de ser útil e contribuir positivamente para com o desenvolvimento geral da comunidade, ou seja, as indústrias precisam estar sempre se adaptando para acompanhar as mudanças que ocorrem ao seu redor.

Alguns exemplos concretos de ações nesse sentido são de empresários de Uberlândia que formaram um movimento “Juntos por Uberlândia”. Logo no início da pandemia do covid-19 em 2020, e se organizaram para contribuir com doações para o combate da pandemia, além de direcionar trabalhos e projetos específicos de suas empresas para ajudar o micro e pequeno empresário.

É possível conhecer essas e outras iniciativas abordadas no Painel: Tendências da transformação e inovação na Indústria | #SID2021 DIA 01, e perceber que elas podem ser consideradas inovações e adaptações da empresa ao seu contexto externo.

Além de todas as transformações que vão acontecendo com a empresa em relação ao seu meio, é importante também pontuar as transformações internas em seus processos empresariais, e para isso é importante perceber o papel fundamental que a internet e as tecnologias afins provenientes dela tem em inovar e modificar estruturas que já estavam estabelecidas a muito tempo dentro da indústria.

Neste sentido, Fábio, palestrante da empresa Sankhya, pontua que a internet encurta os processos, aproxima as distâncias, e abre possibilidades para que as coisas sejam feitas de formas diferentes e mais eficientes. A própria estrutura física das máquinas vem sendo modificada, elas estão cada vez menores, mais acessíveis, mais inteligentes, mais rápidas, e essas portas que são abertas pela evolução tecnológica através da internet devem ser aproveitadas pelos gestores empresariais, já que a tecnologia sem dúvidas é um dos combustíveis que gera energia para que todas essas possibilidades ocorram.

Porém, um aspecto fundamental de todo esse processo que precisa ser abordado é a gestão de pessoas dentro da empresa, qual é a nova forma de liderar? Qual é a forma correta da liderança empresarial guiar os seus colaboradores neste contexto? São perguntas importantes abordadas em detalhes no vídeo do Painel: Tendências da transformação e inovação na Indústria | #SID2021 DIA 01, que você pode conferir em maiores detalhes.

A palestrante Anna, da empresa Landix, propõe que as próprias lideranças precisam também se atualizar sobre qual a melhor forma de incentivar seus colaboradores a participarem das mudanças e inovações dentro da empresa, e mais do que apenas aceitar as transformações é preciso ser um agente ativo e gerador de inovações independente do cargo ocupado, ou seja, as mudanças devem ocorrer de forma a englobar todos os colaboradores da indústria, e partindo apenas de uma liderança que vai impor essas transformações aos seus subordinados hierarquicamente.

Ao se tratar das inovações na indústria, a própria hierarquia empresarial deve incentivar e impulsionar as mudanças, mas ela não pode ser protagonista deste processo sem envolver o restante da empresa, toda a empresa deve ser parte ativa e integrada para lidar com as novas dinâmicas que vão sendo modificadas em virtude de todas inovações que a indústria irá enfrentar.

Por fim, os principais pontos da discussão podem ser acompanhados em profundidade e maiores detalhes no vídeo Painel: Tendências da transformação e inovação na Indústria | #SID2021 DIA 01.

Porém, é possível levantar os assuntos mais importantes abordados no painel, entre eles:

  • A necessidade de uma mudança cultural e na mentalidade dos gestores e colaboradores das empresas, para que passem a entender as inovações como parte vital e constante de todo o processo empresarial, não apenas um fator isolado que surge em um ou outro momento nas pautas cotidianas da administração de uma empresa;
  • É preciso deixar claro que as transformações são constantes, e precisam ser encaradas com caráter de permanência;
  • É indispensável nutrir as inovações depois de colocá-las em prática, não basta apenas idealizar as modificações e adaptações necessárias mas é preciso concretiza-las e alimenta-las de forma constante para que elas possam integrar o dia-a-dia da indústria;
  • Além disso, é preciso desmistificar a inovação como se ela fosse muito grande, capaz de quebrar todos os paradigmas e modificar o funcionamento empresarial de uma vez por todas;
  • A inovação precisa e pode ocorrer nas mais simples tarefas da rotina, evoluindo dali para alcançar a inovação como um processo natural e contínuo, sedimentando uma visão mais concreta e menos ilusória do que seriam essas transformações; E como ponto final, percebemos que os agentes ativos na realização das transformações são todo o corpo empresarial, e não apenas os líderes, todos colaboradores da empresa devem participar ativamente das inovações que vão ocorrer e não apenas aceitar de forma passiva as novas mudanças.

A liderança empresarial pode e deve incentivar os processos de transformação, mas a concretização de uma nova realidade da indústria deve englobar todos os envolvidos com a empresa e não apenas sua liderança. 

Se você não conseguiu ver ao vivo e que ver o conteúdo completo, clique aqui e assista agora o conteúdo completo do Painel: Tendências da transformação e inovação na Indústria | #SID2021 DIA 01.

 A digitalização de processos financeiros tem gerado muitos desafios para as empresas, que precisam passar por um grande processo de transição e estarem adaptadas às novas tendências tecnológicas do mercado. Para abordar as principais questões sobre o tema, o Painel de hoje irá contar com 3 palestrantes com muita experiência nessa área para darem suas opiniões e compartilharem suas experiências. Juntaram-se a nós, para debater esse tema tão importante:

Marco Salvo, mestre do ERP (Enterprise Resource Planning) e possui um canal no Youtube onde produz conteúdo sobre ERP e gestão. Damazio Teixeira, profissional de tecnologia, especializado em gestão de projetos, trabalhou também com consultoria em grandes empresas, atualmente trabalha na Nature & Co como gerente de inovação; e Guilherme Tangari, CEO do Espresso, formado em engenharia com mestrado na área de computação e inteligência artificial.

A primeira questão importante que foi levantada sobre o tema foi se a área financeira ainda tem uma grande resistência a mudanças?

Na opinião de Damazio Teixeira, o campo das finanças ainda é um pouco difícil entrar com inovações ou experimentações já que os riscos são muito grandes quando o financeiro está diretamente envolvido nessas experiências. 

“Aquelas frases famosas que a gente usa, “Falhar rápido, aprender rápido”, é difícil a gente pensar em processo de inovação nesse modelo em um ambiente de fechamento contábil, por exemplo, onde se eu errar um número ali, ou uma casa decimal, isso está impactando inclusive um resultado de auditoria. ”

Damázio Texeira, min 10:44.

É possível entender que essa resistência é justificada devido à grande importância que a área financeira possui em qualquer empresa, mas independente disso a inovação precisa conseguir contornar esse primeiro obstáculo para adaptar os processos financeiros a nova realidade tecnológica.

Neste sentido, Marco Salvo complementa dizendo que:

“ É uma coisa muito interessante essa característica do pessoal do financeiro de ter essa resistência, por que é um pessoal que está bastante focado no compliance e no controle, e na outra ponta está lidando com um pessoal que está justamente precisando de flexibilidade, inovação, estão na briga do dia-a-dia e que não pode muitas vezes se limitar por regras de compliance que nem sempre eles compreendem e que não é o papel deles compreender por que é complexo mesmo.”

Marco Salvo, min. 16:40.

Outra questão que surge neste debate diz respeito ao papel do gestor financeiro neste caso, qual seu papel diante desse contexto? Guilherme vai esclarecer que é um papel um pouco ambíguo, já que ele é a pessoa que pode deixar o processo acontecer, mas ao mesmo tempo é a pessoa responsável por garantir o resultado correto, ou seja, ao mesmo tempo que a liberdade para as transformações acontecerem parte do gestor, a restrição para controlar os limites das transformações também. 

“Quem garante que o gestor vai inovar, mas não vai errar? É uma dicotomia. O primeiro passo é entender que você tem o poder de parar e de andar, e as vezes o caminho do meio é o caminho certo. ”

Guilherme, min. 20:08

O segundo passo é que o próprio gestor financeiro pense por si próprio os caminhos do seu processo a ser seguido, as regras precisam ser adaptadas aos seus objetivos, e não a metas anteriores ao processo de inovação que foi iniciado.

Um dos grandes exemplos dessa inovação sendo aplicada diz respeito a digitalização dos processos financeiros, a transição entre as tarefas manuais para as tarefas digitalizadas é um grande salto em vários sentidos, e traz benefícios como a otimização do tempo para realizar a tarefa, a expressiva diminuição de erros causados pela repetição e por fim, um dos grandes benefícios dos procedimentos digitais é a possível redução de fraudes tão comuns e facilitadas em determinados processos manuais e obsoletos. 

Para exemplificar com um case de sucesso Damazio apresentou o Programa de Robotização de Processos:

“ A construção desse programa foi o grande diferencial, por que quando você ouve falar RPA automatiza o processo, grande eficiência, aumento de produtividade, redução de custos, etc. Tudo isso todo mundo está falando, então muito difícil alguém acreditar que isso não seja verdade. A questão é como isso foi implantado na Nature, foi um processo pensado, de longo prazo.”

Damazio, min 39:41

Para isso foi necessário primeiro contar as pessoas que haveria um processo de robotização, sem demiti-las. As pessoas que se sentissem confortáveis para passar sua atividade para os robôs executarem ganhariam um robô funcionário e depois receberiam uma nova capacitação, permitindo assim a robotização de forma gradual e não-agressiva para a empresa e seus empregados.

Para saber mais sobre a implantação deste programa de robotização acesse o nosso painel completo.

Em relação as equipes no contexto da robotização, Marcio Antônio Marquez, um dos espectadores que acompanhava o painel, fez a seguinte pergunta: “Vejo muitas empresas com equipes reduzidas em busca de evolução dos processos em cenário econômico difícil, e aí, como agir? ”. A resposta foi apresentada por Marco Salvo “Quando você tem uma equipe reduzida e quando você tem um processo complexo, de fato muitas vezes não há como imaginar que há meios de fazer um processo revolucionário e parar tudo, começar tudo de novo. Então é preciso pensar de maneira atomizar o negócio, quais são as pequenas modificações que eu posso fazer evolutivamente. Uma pequena coisa hoje, uma pequena coisa amanhã, uma pequena coisa depois de amanhã, e do acumulo dessas pequenas ações, você gerará algo que no final vai ser grande. Isso vale mesmo para quando você tem equipes grandes. “ Marco Salvo – Min 50:08

Outra questão abordada por uma espectadora, Juliana foi: “existe uma forma de minimizar os riscos de erros nessa jornada de testes? ”.

Marco Salvo esclareceu que existem metodologias de testes, e equipes especializadas em fazer os testes de maneira a se minimizarem os erros. Guilherme complementou que o risco dos erros está presente na fase de testes invariavelmente, cabe então buscar fatiar esses riscos sem prejudicar o processo final, utilizando-os a seu favor para entender o que precisa de modificado e assim otimizar os processos.

Por fim, é notável que o mercado empresarial está sendo imerso em uma nova realidade tecnológica que irá exigir a modificação de muitos procedimentos afim de garantir uma plena adaptação da indústria nesse novo contexto, por isso é preciso que as empresas se preparem e invistam em inovações, superando inclusive todos os desafios abordados quanto a digitalização dos processos financeiros.

Então, se você não conseguiu ver ao vivo e que ver o conteúdo completo, clique aqui e assista agora o conteúdo completo do Painel: Rompendo os desafios da digitalização de processos financeiros | #SID2021 DIA 02. Além disso, se quiser ver todos os outros webinares e materiais completos, basta acessar nosso blog e conferir todos os conteúdos já publicados por lá.

A implementação do Lean Manufacturing numa empresa ou indústria exige uma avaliação interna de processos para determinar o que pode ser melhorado na produção. A grande questão que permanece é: como aplicar o Lean Manufacturing?

Para aprimorar a produtividade, é preciso integrar todas as etapas e construir um padrão de processos que  consumam menos tempo, menos burocracia e menos processos.

Investir na automação industrial também é uma forma eficiente de praticar esse sistema de gestão, uma vez que a mecanização de atividades básicas permitem que a equipe foque nas ações estratégicas, minimizando os riscos de falhas e desperdícios e aumentando o valor agregado de cada produto ou serviço.

A aplicação do Lean Manufacturing demanda ferramentas das mais variadas, que podem ser adotadas conforme as preferências e necessidades de cada empresa ou indústria. Esse sistema de gestão pode ser implementado sob medida, seja para melhoria de um único setor produtivo ou de toda a operação.

Dentre as principais ferramentas usadas para aplicação do Lean Manufacturing estão:

  1. 5S: trata-se de uma estrutura sistemática para a organização do espaço de trabalho baseada na ideia de que quanto melhor o ambiente de trabalho melhores os resultados das operações, gerando melhores produtos e serviços. Os 5S compreendem cinco etapas principais: Seiri (Senso de utilização); Seiton (Senso de organização); Seiso (Senso de limpeza); Seiketsu (Senso de padronização); Shitsuke (Senso de disciplina).
  1. Kanban: ou “cartão” em japonês, nada mais é que um dispositivo de sinalização que autoriza e instrui a produção ou retirada de itens em um sistema de resposta à demanda, permitindo maior visualização do fluxo de materiais e informações em um sistema.
  1. Kaizen: podendo ser traduzido do japonês como “mudar algo para melhor”, trata-se da busca constante por melhoria. O Kaizen é utilizado para eliminar ou reduzir o desperdício nos processos, aperfeiçoando continuamente os processos padronizados, equipamentos e outros procedimentos diários.
  1. PDCA: o chamado Ciclo PDCA é composto de 4 etapas (PlanDo Check Act) que buscam facilitar e organizar o processo de solução de problemas. Também constitui um método de melhoria contínua, uma vez que identifica cada problema como uma caminho para a otimização dos processos.
  1. KPIs: ou indicadores-chave, são métricas de performance que devem ser implementados no planejamento estratégico da empresa ou indústria. São uma medida da evolução da empresa em relação aos seus objetivos, facilitando a compreensão do que a empresa melhorou ou piorou após a aplicação de uma mudança, auxiliando na tomada de decisões.
  1. TPM: Total Productive Maintenance (TPM), ou Manutenção Produtiva Total, oferece estratégias para manutenção autônoma do maquinário em busca da eliminação total dos defeitos, promovendo uma manutenção preventiva no equipamento. As técnicas TPM englobam a projeção de produtos que podem ser facilmente produzidos nas máquinas já existentes, mudanças para equipamentos com manutenção mais fáceis, treinamento dos colaboradores para operar e manter máquinas, projeção de um plano de manutenção preventiva que dure toda a vida útil da máquina, dentre outras.
  1. Andon: trata-se de um sistema que notifica os gestores ou responsáveis sobre um problema de qualidade ou no processo, o que geralmente é feito através de mensagens de texto, vídeo ou áudio que alertam os responsáveis sobre um defeito, falha ou outro imprevisto.

Além disso, é recomendado que a empresa ou indústria tenha uma equipe enxuta e multitarefa com base no just in time, cuja estratégia é a produção e aquisição de materiais conforme a demanda. O objetivo é evitar desperdícios e excessos, tendo como benefício principal a maior qualidade dos produtos, pois há uma adequação da capacidade produtiva.

 É preciso, também, diminuir o tempo de produção, o que é feito através de uma linha de produção bem estruturada e eficiente, com aperfeiçoamento constante da equipe de colaboradores e melhoria do maquinário para encurtar o prazo total gasto na produção.

No entanto, isso não pode trazer a redução do valor final, sendo necessário um rígido controle de qualidade para evitar que produtos ou serviços sejam retirados do mercado ou gerem impressões negativas entre os consumidores.

Uma dica extra:

Outra ferramenta que pode ajudar a otimizar processos sem maiores desgastes financeiros é o Espresso.

O processo de reembolso e relatórios de despesas são atividades que o setor financeiro gasta muito tempo e energia realizando. Porém, devido ao alto volume de informações diárias e a necessidade de conferir manualmente – um por um – as notas e cupons fiscais dos gastos feitos pelos colaboradores, esse processo é um problema mesmo para as empresas que não se deram conta disso ainda.

Afinal, como dar conta das tarefas do dia a dia e ainda ter tempo para conferir cuidadosamente tudo? Fora isso, ainda é preciso prestar atenção para evitar erros e prevenir fraudes.

O Espresso é um software que automatiza o reembolso de ponta a ponta, eliminando processos manuais. Com o Espresso o colaborador registra a desepesa no aplicativo e envia o relatório direto para o aprovador, sem necessidade de juntar papeis e com mínimo risco de fraude.

Com o uso do Espresso é possível reduzir os custos com o processo de reembolso de despesas corporativas como um todo em até 80%, incluindo aí tempo e recursos do time financeiro, assim como valores perdidos em fraudes.

Saiba mais sobre o que o Espresso pode fazer pela sua empresa.

 Por fim, é preciso produzir sempre tendo em mente projeções realistas do mercado, conhecendo bem as demandas e tendências entre consumidores, analisando a disponibilidade de matéria prima e os prazos previstos para a entrega final do produto ou serviço.

Excessos ocasionados pelo mal planejamento podem comprometer a saúde financeira do negócio, sendo cada vez mais recomendada uma manufatura enxuta que traga a redução dos prejuízos e adequação do nível produtivo às necessidades do mercado, evitando gastos desnecessários e prejuízos.

O avanço da globalização traz muitas vantagens para os diversos setores presentes na vida das pessoas, e na indústria não é diferente. Aprenda como facilitar o uso das tecnologias digitais na sua empresa e inovar cada vez mais.

Utilizar tecnologias digitais é um hábito muito comum, difundido em todo o globo terrestre. Usamos tais meios para socializar, para nos vestir, comer, quase todas as funções básicas e rotineiras de qualquer ser humano.

Porém, quando falamos do mercado industrial ou Indústria 4.0, o Brasil ainda possui um longo caminho pela frente.

Investir em meios modernos de produção no setor empresarial não é um hábito dos brasileiros, e que resulta na defasagem tecnológica. Mas, afinal, o que é a defasagem tecnológica? E como solucioná-la?

Saiba mais sobre o tema e como resolvê-lo com as 5 dicas abaixo.

O que é a defasagem tecnológica na indústria?

Todos os equipamentos possuem funcionalidades que com o passar do tempo se deterioram, tornando-os velhos e ultrapassados, e causando problemas que os deixam sem utilidade alguma. Por isso, é natural que sejam substituídos por equipamentos melhores, de preferência mais modernos e mais funções, buscando melhoria de resultados.

Quando falamos de empresas é a mesma situação, e por isso é importante sempre evoluir no mercado industrial, pois pode ocorrer o risco de se tornar inúteis ao consumidor e perante a concorrência global.  De acordo com a CNI – Confederação Nacional da Indústria, uma pesquisa mostrou que 14 dos 24 segmentos industriais do país possuem defasagem tecnológica, e que para continuar competindo no mercado, devem adotar medidas de digitalização nos processos produtivos.

Os motivos para a falta da modernização são as recentes recessões que aconteceram nos últimos anos, e que afligem pequenos e micro empresários, sendo estas a maioria de indústrias que compõe o cenário, e também devido às regras protecionistas criadas pelo Estado no final da Segunda Guerra Mundial e que duram até hoje.

Estes fatores levaram a acomodação das áreas produtivas nacionais, pois estas indústrias não possuíam espaço no mercado internacional, e que hoje refletem na competitividade e na qualidade de produção diante da modernidade das potências mundiais. Portanto, é necessário adaptar-se ao padrão de mercado atual, e recuperar os prejuízos gerados no setor empresarial brasileiro.

Como saber se minha empresa está em defasagem tecnológica?

Os fatores que podem levar a empresa a apresentar deficiência no setor tecnológico são diversos, e por isso é essencial a observação constante, uma vez que eles atrasam o desenvolvimento e podem levar a danos irrecuperáveis. Veja quais os aspectos que demonstram se o seu negócio apresenta defasagem tecnológica.

Segurança da informação

Utilizar sistemas de proteção defasados traz ameaças aos dados do seu negócio. Também o uso de softwares desatualizados atrapalha a análise e a eficiência de processos essenciais na tomada de decisões.

Perda de competitividade

Quando você percebe que a concorrência aumenta os níveis de qualidade em relação ao seu negócio, ocorre a perda de competitividade, e cada vez mais você se sente desmotivado a investir. Porém, atualizar é preciso, e por isso é importante o investir sempre.

Eficiência energética

Dispositivos e sistemas antigos apresentam baixa efetividade, além de consumirem mais energia, gerando danos ao ambiente interno e externo e aumentando gastos. Esses fatores também interferem na preservação de tais ferramentas, que se tornam mais caras e constantes devido à desatualização.

Experiência do consumidor

Uma empresa existe para prestar serviços ou vender produtos, por isso a experiência do usuário é algo essencial para manter o vínculo com os clientes e expandir para novos rumos.

Quando o investimento em melhorias não ocorre, há uma quebra de expectativas, e isso afasta os clientes conquistados e anula as chances de ampliar a rede de consumidores.

Falhas na produção

O processo produtivo, quando operado por ferramentas e aplicativos primitivos, é prejudicado, causando improdutividade e ineficácia. Além disso, utilizar meios manuais em atividades que seriam desempenhadas por técnicas mais avançadas, acelerando o processo de produção e confeccionando mercadorias com maior qualidade, reduz a motivação e o trabalho em equipe.

Então, como eu posso evitar que esse problema ocorra na minha empresa?

Dica 01. Invista em um sistema de gestão (ERP) moderno

Esta é uma das principais ferramentas a serem implantadas ou modernizadas, dependendo do caso de sua empresa. Os sistemas de ERP são responsáveis pelo planejamento de recursos do negócio, e para que operem de forma eficaz, é necessária a instalação de softwares mais modernos.

Quando sistemas antigos são utilizados, as empresas necessitam utilizar controles e monitoramentos de modo manual, a fim de complementar o serviço. Por isso, optar por softwares atualizados auxilia na gestão integrada, agilizando as tarefas, rendendo a produtividade e gastando menos.

Outra vantagem do sistema de ERP é a integração entre os diversos setores da empresa, proporcionando uma melhor comunicação e rapidez em tarefas simples, como a coleta de dados. A partir dessa coleta, o sistema pode realizar o cálculo do lucro, baseando-se no número de vendas e os custos para a produção, além de comparar com vendas anteriores e avaliar como o mercado almeja este item. Essa conexão confere agilidade, exatidão e gestão em todos os segmentos, melhorando e aumentando o desempenho.

Dica 02. Informatize seu negócio

A ação não consiste em criar planilhas ou documentos, mas um conceito abrangente, que pode ser nomeado de transformação digital. Dessa forma, a tecnologia vai além do suporte às operações, ela se torna uma ferramenta que desempenha a função de essência da empresa.

A informatização auxilia no arquivamento, organização e localização de processos, mas necessita de padronização. Como um meio de incentivo, hoje existe o Decreto nº 10.278, que regulamenta o registro, as técnicas e requisitos para digitalização de documentos públicos e privados, para que estes possuam os mesmos efeitos legais de documentos originais.

Digitalizar documentos e informatizar seu negócio economiza tempo e dinheiro, além de eliminar processos desgastantes, sujeitos a erros e fraudes.

Dica 03. Integre os setores da sua indústria

Os setores de uma empresa, apesar de possuírem funções distintas, são co-dependentes, e necessitam uns dos outros para fazer o negócio andar. Utilizar os sistemas de gestão para integrar estes setores é essencial na batalha contra a defasagem tecnológica.

A integração de sistemas nada mais é que subsistemas distintos trabalhando em parceria, mecanicamente, envolvendo otimizações, arquitetura de informação, inteligência de dados ou outras tecnologias.

A centralização de coleta e análise de informações interliga dados de todas as áreas, e assim, permite o compartilhamento de visões e experiências de todos os segmentos, gerando uma cadeia produtiva. Dessa forma, a integração possibilita maior comunicação entre as áreas, proporcionando maior agilidade e ocasionando na redução de erros.

Dica 04. Mantenha seu time atualizado

A implementação de tecnologias em sua empresa deve ser acompanhada por treinamentos, para que sua equipe possa estar preparada para utilizá-la. Por isso, são necessários cursos que ensinem a respeito das funcionalidades, mudanças e como lidar com cada uma delas.

Também é importante pensar em formações que leve a equipe além do que é empregado no seu negócio, pois a tecnologia é necessária e útil em qualquer área da sociedade. Formações com visão de futuro e atualizadas geram interesse na equipe e sentimento de valor, auxiliando na produção e rendimento dentro da empresa.

Dica 05. Pesquisar e inovar

Uma equipe de inovação é essencial quando tantas mudanças são empregadas. As vantagens de contar com um time de inovação são imensas, pois este grupo específico é responsável por utilizar suas visões, criatividade e conhecimento para tornar a empresa cada vez melhor e maior.

Promova cursos para lideranças, e incentive combinações de pessoas com diferentes perfis para montar sua equipe de inovação.  

Conclusão

Evitar a defasagem tecnológica é um grande desafio para as empresas brasileiras, porém, seguindo os conceitos de Integração, informatização e inovação, é possível superar qualquer barreira.

O caminho parece árduo, mas é recompensador, pois levará sua empresa a um novo patamar, além de facilitar a vida da mesma em todos os processos realizados. Estude e aplique as dicas, buscando sempre a excelência e a melhoria para seus clientes, funcionários e seu negócio.

O termo Lean Manufacturing vem ganhando cada vez mais destaque no cenário da gestão empresarial recente. Isso porque sua implementação pode trazer grandes transformações positivas na empresa, pois esse mindset visa a redução dos desperdícios e a otimização dos procedimentos.

O que significa Lean Manufacturing?

Inicialmente, é preciso compreender o sentido do termo. Lean Manufacturing (numa tradução livre, “manufatura enxuta”), pode ser encarado como uma filosofia de gestão que busca evitar prejuízos e reduzir custos enquanto aprimora a produtividade a partir de uma estrutura interna mais eficiente.

Esse conceito é tratado como uma filosofia por conta de sua proposta: uma verdadeira transformação na abordagem de toda a empresa em relação à sua cadeia produtiva.

No entanto, não se trata apenas de uma teoria de gestão, visto que é muito praticada no setor industrial há décadas por demonstrar uma eficácia ímpar na minimização de desperdícios e aumento da qualidade final dos produtos. Além disso, a metodologia do Lean Manufacturing não se restringe às indústrias tradicionais, se mostrando bastante aplicável no processo operacional de empresas dos mais diversos ramos em prol de uma maior competitividade do negócio.

Qual o objetivo do Lean Manufacturing?

O objetivo desse sistema de gestão é sempre potencializar o valor do produto para que a atividade da empresa torne-se cada vez mais competitiva, com ferramentas que trazem um contínuo aperfeiçoamento de processos internos visando a qualidade máxima possível. Para isso, muitas vezes é necessário eliminar da cadeia operacional as práticas que não agreguem valor ao processo produtivo e ao produto final.

Como o Lean Manufacturing é um sistema de gestão que pretende cortar o desperdício sem prejudicar a produtividade, a sua implementação é de extrema utilidade para a estruturação de qualquer indústria ou empresa no mercado atual.

O sucesso do negócio depende, cada vez mais, da capacitação de colaboradores em todos os níveis de uma empresa ou indústria para que sejam capazes de identificar e eliminar o desperdício, reduzindo  atividades que diminuam o valor.

As vantagens de implementar as técnicas do Lean Manufacturing podem ser observadas desde o primeiro dia, uma vez que esse sistema possibilita a criação de uma verdadeira cultura de processos enxutos. Essa é uma garantia que toda empresa — backoffice, frontoffice e chão de fábrica — esteja conectada e sincronizada através de processos padronizados que reduzem em muito o risco de desvios ou erros.

Além disso, outro elemento forte no Lean Manufacturing é o tratamento diferenciado dos dados de cada operação, com as informações de cada setor ficando armazenados para conferência e análises dedicadas e aprofundadas. A partir de modelos dinâmicos e recursos informacionais modernos, fica mais fácil controlar 100% da operação industrial, acompanhando a implementação da filosofia e das técnicas do Lean Manufacturing.

Entendendo o valor do Lean Manufacturing para a potencialização dos valor final dos produtos e serviços e eliminação de desperdícios, o próximo passo é ter em mente os procedimentos necessários para a sua aplicação na empresa ou indústria.

Como aplicar esse modelo?

Uma dificuldade inicial para a implementação desse sistema de gestão é que não há uma forma única de aplicação das suas técnicas em uma empresa. Pelo contrário, há vários. Porém, há alguns princípios que orientam a adaptação da empresa a esse sistema de gestão.

O primeiro passo é sempre observar cada um dos processos internos com um olhar atento, pois somente assim é possível eliminar ou otimizar os processos que pouco agregam qualidade ao produto ou serviço. Afinal, no Lean Manufacturing o valor é sempre um dos princípios-base.

Enxergar os processos de produção da empresa como componentes de um maquinário maior garante a compreensão das reais necessidades do negócio, eliminando excessos e desperdícios. Para aumentar o valor da produção é preciso compreender todas as atividades e fluxos de informações que existem entre o fornecedor da matéria-prima e a entrega do produto ou serviço ao cliente.

Cada uma das etapas produtivas requer atenção especial para que as perdas pontuais possam ser solucionadas. Para cada problema específico deve haver um tipo de ação em resposta. O objetivo é identificar o valor, destacar suas origens e elaborar um fluxo produtivo que maximize essa entrega e buscar a perfeição através da melhoria constante.

Um grande diferencial para o sucesso do negócio é dedicar uma dose extra de tempo e esforço para avaliar e aprimorar a cadeia produtiva, evitando que atividades exijam correções e assegurando que as falhas sejam mitigadas ao máximo para que o funcionamento da empresa não seja comprometido.

Outro ponto importante é a formação de uma equipe enxuta e multitarefa, capaz de analisar as tendências do mercado e converter esses dados em práticas internas. No modelo toyotista, há a técnica just in time, em que a produção e aquisição de materiais caminha conforme demanda, de modo a evitar gastos excessivos e minimizar gastos com estoques e manutenção. Isso implica num aumento da qualidade dos produtos ou serviços por conta da adequação da capacidade produtiva.

Os gestores devem ter em mente, também, a diminuição do tempo de produção. Para isso, é necessário o uso de uma linha de produção bem estruturada e eficiente, com melhorias constantes dos processos produtivos, trazendo a redução do tempo de produção e contribuindo para os resultados totais do negócio.

Elimine desperdícios sem perder qualidade

Um tópico que merece atenção, ainda, é o controle de qualidade. Um dos pilares do Lean Manufacturing é a eliminação dos desperdícios gerados pelas falhas de qualidade, dos erros no processo produtivo e dos defeitos que impossibilitam a comercialização de produtos ou ocasionam devoluções dos mesmos.

Traçar um plano de controle de qualidade rigoroso e abrangente, envolvendo todos os setores de uma empresa ou indústria, é uma técnica que melhora os processos produtivos e traz melhorias nos resultados finais.

Ao realizar uma visita comercial é muito comum que o vendedor externo perca parte das informações necessárias para elaborar um bom relatório. Se você é vendedor sabe que isso provavelmente influencia no alcance dos seus objetivos.

Além das informações se perderem, a partir do momento que um relatório de visita comercial não entrega informações importantes, você conhecerá muito pouco o seu cliente e qualquer outro vendedor que for visitar o mesmo cliente terá dificuldade em encontrar as melhores oportunidades comerciais.

Quem perde com isso?

O próprio vendedor

O maior prejudicado em não fazer um bom relatório de visita comercial é o próprio vendedor. Sem um relatório de visita comercial bem feito:

  • você não conseguirá lembrar e aproveitar as melhores oportunidades daquele cliente
  • Não lembrará de ações e próximos passos que precisa executar
  • Não conseguirá prestar contas para o seu gestor sobre os seus resultados e atividades

O gestor comercial

Um bom gestor comercial, principalmente aquele que tem equipes externas, precisa entender o que está acontecendo para poder ajudar a sua equipe a alcançar os melhores resultados.

A partir do momento que o gestor comercial não tem acesso a um bom relatório de visita comercial:

  • fica muito difícil dar suporte aos vendedores
  • fica quase impossível de entender comportamentos como ticket médio, ciclo de vendas, sazonalidade, etc
  • não ficam visíveis a oportunidades de crescer as vendas dentro de um cliente
  • a qualidade do repasse aos diretores e sócios da empresa fica prejudicada

O cliente

A princípio pode não parecer, mas a experiência do cliente pode ser muito prejudicada com a ausência de um bom relatório de visita comercial.

Imagine que os vendedores da indústria que atendem um determinado cliente são trocados e o novo vendedor não tenha acesso a um bom relatório. Isso fará com que ele não conheça a empresa nem os contatos, além de não conhecer a forma que gosta de ser atendido.

Cada troca fará com que esse cliente tenha que ensinar novamente a sua forma de lidar com os pedidos e sazonalidade em que trabalham. 

Como evitar erros na hora de montar meu relatório de visita comercial?

Pensando em evitar os problemas que citamos acima, separamos abaixo 6 erros que você não pode cometer na hora de fazer o seu relatório de visita comercial.

Esse checklist resolverá de vez o problema de visitas comerciais da sua equipe externa sem sucesso.

1 – Não colocar as informações da empresa e do contato

Quando falamos de informações da empresa e contato, partimos inicialmente de informações básicas como:

– Dados de localização da empresa (endereço onde a decisão é tomada, endereços complementares)
– Pessoas de contato na empresa
– Cargos dos contatos na empresa

Porém, além desses dados simples, há outras informações complementares que o vendedor externo não pode esquecer em um relatório de visita comercial se quiser aproveitá-la ao máximo:

– Como esses contatos gostam de ser contatados (visitas presenciais, telefone, whatsapp, email)
– Qual é o papel de cada contato na negociação (decisor, influenciador, ouvinte)

2 – Não deixar claro o motivo e contexto da visita

Muitas visitas comerciais de vendedores de indústria são rotineiras para retiradas de pedidos, para fazer relacionamento ou simplesmente para saber o que está acontecendo.

Entretanto é muito importante estabelecer antes o objetivo daquela visita comercial e, no relatório deixar claro se o objetivo foi atendido.

Estou visitando para retirar pedidos?
Estou visitando para fazer relacionamento?
Estou visitando para mapear possíveis oportunidades comerciais?
Estou visitando para pedir indicação de novos clientes?
Estou visitando para resolver uma possível insatisfação do meu cliente?
Estou visitando para evitar um possível approach de um concorrente?

Há muitos possíveis motivos para realizar uma visita comercial, porém não adianta nada você, por exemplo, fazer relacionamento se o motivo daquela visita comercial era pedir indicação de novos clientes.

Se não quiser ter visitas comerciais vagas, é imprescindível que esteja no seu relatório de visita comercial essas informações do motivo e contexto da visita para saber se você teve sucesso.

3 – Não colocar detalhes do que foi dito e combinado 

Essa é provavelmente a parte mais importante do seu relatório de visita comercial e é a parte do relatório em que não devemos economizar nos detalhes.

Quanto mais detalhes o vendedor colocar em relação ao que foi dito e combinado, mais munido de informações ele estará sobre o seu cliente.

O cliente fez comentários sobre o seu produto?
Esse cliente se demonstrou satisfeito com o que tem oferecido?
Teve alguma mudança no pedido comum que costuma fazer?
Conseguiu identificar uma possível aproximação de algum concorrente?
Combinamos alguma próxima visita comercial?
Há alguma mudança no time desse cliente que impacte o meu contato na empresa?

Nesse espaço não há muitas regras em relação ao que não deve ser colocado. Quanto mais informações você tiver em relação ao seu cliente, mais efetivo será o trabalho da sua equipe externa e mais sucesso você terá nas suas visitas comerciais.

Dica: Não esqueça as entrelinhas. Muitas informações não são ditas de formas tão claras.

Imagine uma situação em que o seu cliente comenta na visita comercial que precisa ir embora pois estão trabalhando na obra de uma nova filial. Isso provavelmente significa que estão crescendo e que há novas oportunidades comerciais para serem exploradas. Essa informação precisa estar em seu relatório de visita comercial.

4 – momento de compra e probabilidade de venda

Como o próprio nome fala, estamos falando aqui sobre visitas comerciais. E nada mais importante em uma visita comercial do que entender a jornada de compra do seu cliente.

É preciso investigar em que momento de compra este cliente está para colocar essa informação no seu relatório comercial e conseguir agir com mais efetividade.

Este cliente pode estar apenas descobrindo e aprendendo sobre o seu produto, querendo entender melhor como ele funciona, sondando sobre as possibilidades do mercado.

Este cliente pode estar em momento de reconhecimento de problema, o qual já percebeu que precisa resolver algo e provavelmente já está começando a estudar possibilidades de resolver isso. 

Também pode estar em momento de consideração de solução onde começou a considerar comprar de você, de concorrentes diretos ou de concorrentes indiretos.

E por fim, pode estar no momento de decisão de compra, o qual começa a influenciar em discussões de preço, formas de pagamento, tempo para comprar.

Cada momento de compra exige uma ação diferente. Não adianta você falar de promoção quando o seu cliente está apenas aprendendo sobre o seu produto.

Por isso, é muito importante que essas informações estejam no seu relatório de visita comercial para que isso possa guiar as suas ações ou ações do seu time comercial nos próximos pontos de contato.

5 – Esquecer de colocar informações sobre oportunidades mapeadas

Além do objetivo que tinha com a minha visita comercial, todo ponto de contato com o cliente é uma oportunidade de, além de fazer relacionamento e retirar pedidos, encontrar novas oportunidades.

Muitas informações de oportunidades podem ser ditas de formas claras pelo seu cliente como um possível aumento nos pedidos pela maior saída, uma oportunidade de vender para outras empresas do mesmo grupo ou até uma oportunidade de fazer uma ação dentro daquele cliente.

As possibilidades são infinitas e vão mudar de acordo com o seu mercado, porém é imprescindível que sejam mapeadas e colocadas no seu relatório de visita comercial.

Quanto mais informações sobre possibilidades e oportunidades mapeadas você colocar no seu relatório, maiores as possibilidades de você ter sucesso com esse cliente.

Dica: deixe perguntas exploratórias e de investigação sobre oportunidades pré-escritas no seu relatório e anote as respostas para não se esquecer de nada.

6 – Não colocar os próximos passos

Imagine que você combinou uma próxima ligação ou visita em sua visita comercial e não anote em nenhum lugar. Que situação desgradável seria deixar o seu cliente na mão.

Por isso, é muito importante não só que você defina com o seu cliente quais são os próximos passos, como também não esqueça de anotá-los para as visitas comerciais futuras.

Quais foram os compromissos que fizemos?
Definimos novas datas?
Estou devendo alguma informação?
O cliente terá alguma ação futura que depende do meu apoio.

Não poupe detalhes sobre os próximos passos no seu relatório de visita comercial.

Se eu não cometer esses erros terei sucesso na minha visita comercial?

Sim. Se você cumprir o checklist que fizemos acima com 6 erros que você não pode cometer na hora de fazer o seu relatório de visita comercial, isso provavelmente já aumentará bastante os seus resultados.

Para garantir que terá um bom relatório de visita comercial não poupe os detalhes, não deixe para fazer muito tempo depois para evitar que esqueça alguma informação e pense bem em quem precisa ler essas informações.

Não adianta você colocar um monte de informações em seu relatório de visita comercial se elas estiverem escritas de uma forma que só você entende.

Espero que esse texto tenha te ajudado a se tornar uma vendedor de alta performance. Se quiser aprender mais sobre como melhorar a sua performance, não deixe de fazer o download do ebook que te ajudará a criar 9 hábitos do vendedor de alta performance