Um dos maiores desafios enfrentados pela indústria na atualidade é se manter sempre atual e acompanhar as mudanças tecnológicas da sociedade. Por isso, a constante inovação e transformação da indústria passa a ser uma tendência importante e necessária diante deste cenário de rápidas mudanças em todas as áreas.

Pensando nisso, reunimos grandes nomes relacionados às tendências de transformação e inovação na indústria: Anna Paula Graboski, CEO da Landix; Fábio Tulio Felippe, Diretor de Inovação da Sankhya; e Mariana Nigro, Head de Inovação da Britvic Brasil para debaterem e exporem suas ideias e vivências no dia a dia profissional.

tendências da transformação e inovação na indústria

Um dos principais insights gerados logo no início do webinar é a certeza de que, para que as transformações ocorram, primeiro é preciso que haja uma mudança cultural na mentalidade das pessoas. Só isso pode fazer com que as adaptações constantes passem se tornem parte da estrutura empresarial. 

Segundo Mariana Nigro, palestrante da empresa Britvic, os projetos do dia a dia, de criar, inovar, planejar, são desafiadores, mas o principal ponto é encabeçar essa mudança cultural, tentar trazer o novo mesmo com a resistência natural das pessoas com as mudanças.

O principal ponto é lidar com essa resistência e isso só poderá ser feito com uma mudança estrutural na forma com que vemos todas essas transformações constantes, ao invés de resistir é preciso abraçar e investir nas inovações da indústria. Depois de despertar as faíscas da transformação, é preciso nutri-las para que as chamas não se apaguem, por isso a palestrante da empresa Landix, Anna, propõe:

É preciso que a inovação seja tratada de forma mais natural e cotidiana na empresa. É preciso que esse processo integre a própria estrutura de funcionamento da indústria por que as principais inovações sejam feitas nos processos simples e diários enfrentados no cotidiano.

Por isso ao longo do webinar Anna defende que em um primeiro momento as inovações não devem possuir um caráter extraordinário capaz de mudar toda estrutura empresarial e reinventar todos os processos. É ideal que elas comecem com mudanças pontuais e necessárias que vão abrir caminho para transformações posteriores mais profundas e estruturais.

Neste sentido, o palestrante Fábio, da Sankhya propõe uma desmistificação da inovação, já que vivemos em um contexto de transformações rápidas e constantes onde a única certeza que temos é que as coisas estão em uma mudança contínua. Por isso a inovação está muito próxima do cotidiano empresarial e é necessário que ela seja incorporada ao modelo industrial, tendo o seu espaço garantido e incentivado dentro das empresas.

“As transformações que aconteciam de décadas em décadas hoje acontecem em questões de semanas, por isso é preciso que a indústria se adapte a esse novo modelo de produção onde a inovação não é mais a exceção, mas a regra do cotidiano empresarial.”

Todo esse processo de inovação carrega um grande objetivo, que é adaptar de forma cada vez melhor a indústria em relação a sociedade, cumprindo o seu papel final e social de ser útil e contribuir positivamente para com o desenvolvimento geral da comunidade, ou seja, as indústrias precisam estar sempre se adaptando para acompanhar as mudanças que ocorrem ao seu redor.

Alguns exemplos concretos de ações nesse sentido são de empresários de Uberlândia que formaram um movimento “Juntos por Uberlândia”. Logo no início da pandemia do covid-19 em 2020, e se organizaram para contribuir com doações para o combate da pandemia, além de direcionar trabalhos e projetos específicos de suas empresas para ajudar o micro e pequeno empresário.

É possível conhecer essas e outras iniciativas abordadas no Painel: Tendências da transformação e inovação na Indústria | #SID2021 DIA 01, e perceber que elas podem ser consideradas inovações e adaptações da empresa ao seu contexto externo.

Além de todas as transformações que vão acontecendo com a empresa em relação ao seu meio, é importante também pontuar as transformações internas em seus processos empresariais, e para isso é importante perceber o papel fundamental que a internet e as tecnologias afins provenientes dela tem em inovar e modificar estruturas que já estavam estabelecidas a muito tempo dentro da indústria.

Neste sentido, Fábio, palestrante da empresa Sankhya, pontua que a internet encurta os processos, aproxima as distâncias, e abre possibilidades para que as coisas sejam feitas de formas diferentes e mais eficientes. A própria estrutura física das máquinas vem sendo modificada, elas estão cada vez menores, mais acessíveis, mais inteligentes, mais rápidas, e essas portas que são abertas pela evolução tecnológica através da internet devem ser aproveitadas pelos gestores empresariais, já que a tecnologia sem dúvidas é um dos combustíveis que gera energia para que todas essas possibilidades ocorram.

Porém, um aspecto fundamental de todo esse processo que precisa ser abordado é a gestão de pessoas dentro da empresa, qual é a nova forma de liderar? Qual é a forma correta da liderança empresarial guiar os seus colaboradores neste contexto? São perguntas importantes abordadas em detalhes no vídeo do Painel: Tendências da transformação e inovação na Indústria | #SID2021 DIA 01, que você pode conferir em maiores detalhes.

A palestrante Anna, da empresa Landix, propõe que as próprias lideranças precisam também se atualizar sobre qual a melhor forma de incentivar seus colaboradores a participarem das mudanças e inovações dentro da empresa, e mais do que apenas aceitar as transformações é preciso ser um agente ativo e gerador de inovações independente do cargo ocupado, ou seja, as mudanças devem ocorrer de forma a englobar todos os colaboradores da indústria, e partindo apenas de uma liderança que vai impor essas transformações aos seus subordinados hierarquicamente.

Ao se tratar das inovações na indústria, a própria hierarquia empresarial deve incentivar e impulsionar as mudanças, mas ela não pode ser protagonista deste processo sem envolver o restante da empresa, toda a empresa deve ser parte ativa e integrada para lidar com as novas dinâmicas que vão sendo modificadas em virtude de todas inovações que a indústria irá enfrentar.

Por fim, os principais pontos da discussão podem ser acompanhados em profundidade e maiores detalhes no vídeo Painel: Tendências da transformação e inovação na Indústria | #SID2021 DIA 01.

Porém, é possível levantar os assuntos mais importantes abordados no painel, entre eles:

  • A necessidade de uma mudança cultural e na mentalidade dos gestores e colaboradores das empresas, para que passem a entender as inovações como parte vital e constante de todo o processo empresarial, não apenas um fator isolado que surge em um ou outro momento nas pautas cotidianas da administração de uma empresa;
  • É preciso deixar claro que as transformações são constantes, e precisam ser encaradas com caráter de permanência;
  • É indispensável nutrir as inovações depois de colocá-las em prática, não basta apenas idealizar as modificações e adaptações necessárias mas é preciso concretiza-las e alimenta-las de forma constante para que elas possam integrar o dia-a-dia da indústria;
  • Além disso, é preciso desmistificar a inovação como se ela fosse muito grande, capaz de quebrar todos os paradigmas e modificar o funcionamento empresarial de uma vez por todas;
  • A inovação precisa e pode ocorrer nas mais simples tarefas da rotina, evoluindo dali para alcançar a inovação como um processo natural e contínuo, sedimentando uma visão mais concreta e menos ilusória do que seriam essas transformações; E como ponto final, percebemos que os agentes ativos na realização das transformações são todo o corpo empresarial, e não apenas os líderes, todos colaboradores da empresa devem participar ativamente das inovações que vão ocorrer e não apenas aceitar de forma passiva as novas mudanças.

A liderança empresarial pode e deve incentivar os processos de transformação, mas a concretização de uma nova realidade da indústria deve englobar todos os envolvidos com a empresa e não apenas sua liderança. 

Se você não conseguiu ver ao vivo e que ver o conteúdo completo, clique aqui e assista agora o conteúdo completo do Painel: Tendências da transformação e inovação na Indústria | #SID2021 DIA 01.

 A digitalização de processos financeiros tem gerado muitos desafios para as empresas, que precisam passar por um grande processo de transição e estarem adaptadas às novas tendências tecnológicas do mercado. Para abordar as principais questões sobre o tema, o Painel de hoje irá contar com 3 palestrantes com muita experiência nessa área para darem suas opiniões e compartilharem suas experiências. Juntaram-se a nós, para debater esse tema tão importante:

Marco Salvo, mestre do ERP (Enterprise Resource Planning) e possui um canal no Youtube onde produz conteúdo sobre ERP e gestão. Damazio Teixeira, profissional de tecnologia, especializado em gestão de projetos, trabalhou também com consultoria em grandes empresas, atualmente trabalha na Nature & Co como gerente de inovação; e Guilherme Tangari, CEO do Espresso, formado em engenharia com mestrado na área de computação e inteligência artificial.

A primeira questão importante que foi levantada sobre o tema foi se a área financeira ainda tem uma grande resistência a mudanças?

Na opinião de Damazio Teixeira, o campo das finanças ainda é um pouco difícil entrar com inovações ou experimentações já que os riscos são muito grandes quando o financeiro está diretamente envolvido nessas experiências. 

“Aquelas frases famosas que a gente usa, “Falhar rápido, aprender rápido”, é difícil a gente pensar em processo de inovação nesse modelo em um ambiente de fechamento contábil, por exemplo, onde se eu errar um número ali, ou uma casa decimal, isso está impactando inclusive um resultado de auditoria. ”

Damázio Texeira, min 10:44.

É possível entender que essa resistência é justificada devido à grande importância que a área financeira possui em qualquer empresa, mas independente disso a inovação precisa conseguir contornar esse primeiro obstáculo para adaptar os processos financeiros a nova realidade tecnológica.

Neste sentido, Marco Salvo complementa dizendo que:

“ É uma coisa muito interessante essa característica do pessoal do financeiro de ter essa resistência, por que é um pessoal que está bastante focado no compliance e no controle, e na outra ponta está lidando com um pessoal que está justamente precisando de flexibilidade, inovação, estão na briga do dia-a-dia e que não pode muitas vezes se limitar por regras de compliance que nem sempre eles compreendem e que não é o papel deles compreender por que é complexo mesmo.”

Marco Salvo, min. 16:40.

Outra questão que surge neste debate diz respeito ao papel do gestor financeiro neste caso, qual seu papel diante desse contexto? Guilherme vai esclarecer que é um papel um pouco ambíguo, já que ele é a pessoa que pode deixar o processo acontecer, mas ao mesmo tempo é a pessoa responsável por garantir o resultado correto, ou seja, ao mesmo tempo que a liberdade para as transformações acontecerem parte do gestor, a restrição para controlar os limites das transformações também. 

“Quem garante que o gestor vai inovar, mas não vai errar? É uma dicotomia. O primeiro passo é entender que você tem o poder de parar e de andar, e as vezes o caminho do meio é o caminho certo. ”

Guilherme, min. 20:08

O segundo passo é que o próprio gestor financeiro pense por si próprio os caminhos do seu processo a ser seguido, as regras precisam ser adaptadas aos seus objetivos, e não a metas anteriores ao processo de inovação que foi iniciado.

Um dos grandes exemplos dessa inovação sendo aplicada diz respeito a digitalização dos processos financeiros, a transição entre as tarefas manuais para as tarefas digitalizadas é um grande salto em vários sentidos, e traz benefícios como a otimização do tempo para realizar a tarefa, a expressiva diminuição de erros causados pela repetição e por fim, um dos grandes benefícios dos procedimentos digitais é a possível redução de fraudes tão comuns e facilitadas em determinados processos manuais e obsoletos. 

Para exemplificar com um case de sucesso Damazio apresentou o Programa de Robotização de Processos:

“ A construção desse programa foi o grande diferencial, por que quando você ouve falar RPA automatiza o processo, grande eficiência, aumento de produtividade, redução de custos, etc. Tudo isso todo mundo está falando, então muito difícil alguém acreditar que isso não seja verdade. A questão é como isso foi implantado na Nature, foi um processo pensado, de longo prazo.”

Damazio, min 39:41

Para isso foi necessário primeiro contar as pessoas que haveria um processo de robotização, sem demiti-las. As pessoas que se sentissem confortáveis para passar sua atividade para os robôs executarem ganhariam um robô funcionário e depois receberiam uma nova capacitação, permitindo assim a robotização de forma gradual e não-agressiva para a empresa e seus empregados.

Para saber mais sobre a implantação deste programa de robotização acesse o nosso painel completo.

Em relação as equipes no contexto da robotização, Marcio Antônio Marquez, um dos espectadores que acompanhava o painel, fez a seguinte pergunta: “Vejo muitas empresas com equipes reduzidas em busca de evolução dos processos em cenário econômico difícil, e aí, como agir? ”. A resposta foi apresentada por Marco Salvo “Quando você tem uma equipe reduzida e quando você tem um processo complexo, de fato muitas vezes não há como imaginar que há meios de fazer um processo revolucionário e parar tudo, começar tudo de novo. Então é preciso pensar de maneira atomizar o negócio, quais são as pequenas modificações que eu posso fazer evolutivamente. Uma pequena coisa hoje, uma pequena coisa amanhã, uma pequena coisa depois de amanhã, e do acumulo dessas pequenas ações, você gerará algo que no final vai ser grande. Isso vale mesmo para quando você tem equipes grandes. “ Marco Salvo – Min 50:08

Outra questão abordada por uma espectadora, Juliana foi: “existe uma forma de minimizar os riscos de erros nessa jornada de testes? ”.

Marco Salvo esclareceu que existem metodologias de testes, e equipes especializadas em fazer os testes de maneira a se minimizarem os erros. Guilherme complementou que o risco dos erros está presente na fase de testes invariavelmente, cabe então buscar fatiar esses riscos sem prejudicar o processo final, utilizando-os a seu favor para entender o que precisa de modificado e assim otimizar os processos.

Por fim, é notável que o mercado empresarial está sendo imerso em uma nova realidade tecnológica que irá exigir a modificação de muitos procedimentos afim de garantir uma plena adaptação da indústria nesse novo contexto, por isso é preciso que as empresas se preparem e invistam em inovações, superando inclusive todos os desafios abordados quanto a digitalização dos processos financeiros.

Então, se você não conseguiu ver ao vivo e que ver o conteúdo completo, clique aqui e assista agora o conteúdo completo do Painel: Rompendo os desafios da digitalização de processos financeiros | #SID2021 DIA 02. Além disso, se quiser ver todos os outros webinares e materiais completos, basta acessar nosso blog e conferir todos os conteúdos já publicados por lá.