Inovação e invenção: você sabe a diferença?

Apesar de terem origens parecidas, os termos inovação e invenção tem algumas diferenças em relação às suas propostas.
Fábio Antunes
25
de
April
de
2025
0
min de leitura

Apesar de terem origens parecidas, os termos inovação e invenção tem algumas diferenças em relação às suas propostas. Você conhece essas diferenças?

É justamente isso que abordaremos neste artigo.

A proposta dos termos

As origens dos termos inovação e invenção possuem uma proposta parecida, que diz respeito sobre mudar algo. A diferença crucial é que na inovação temos uma proposta de alterar algo já conhecido com o intuito de melhorá-lo. Já na invenção, a ideia é conceber algo novo, nunca antes pensado e executado no mundo.

E essas duas diferenças, depois que conhecidas, já nos permitem uma visão diferente de produtos inovadores ou não.

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Aprofundando o conceito de inovação

Apesar de não ser uma regra, a inovação geralmente surge com a observação de um produto, serviço, processo ou empresa, buscando pontos onde é possível melhorá-los. Com a introdução de novas funcionalidades, há uma evolução do conceito original e, com isso, uma inovação no mercado. Um exemplo é a Tesla e seus carros elétricos.

Apesar de já existirem carros, inclusive que dispensam combustíveis fósseis, a empresa americana trouxe grandes melhorias no produto. Principalmente com a introdução de baterias de longa duração, além de melhorias na potência do veículo. Dentro desse cenário, a Tesla inovou o conceito de carros elétricos e nos apresentou um produto melhor.

Pode parecer simples aperfeiçoar algo já existente, mas o desafio de olhar algo estabelecido com outros olhos é um tanto desafiador – e exige muita criatividade e inteligência para enxergar melhorias.

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Por dentro da invenção

Já a invenção tem uma proposta única: trazer ao mundo produtos/serviços/processos/empresas e qualquer outra coisa que nunca tenha sido realizada antes. Nesse ponto, o desafio é MUITO maior.

Normalmente as invenções são criadas a partir de um processo criativo, onde uma necessidade acaba fazendo um ideia sair do papel. Também existem casos de criações acidentais, como aconteceu historicamente com muitos produtos, onde uma invenção é originada ocasionalmente a partir de outros meios e experimentos.

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Invenções por necessidade e ocasionais

Como exemplo de invenções ocorridas de processo criativo, temos o telefone, inventado pelo italiano Antônio Meucci (o congresso americano reconheceu esse fato oficialmente em 2002), que buscava uma forma de se comunicar com sua esposa – doente e que precisava de atenção constante – sem precisar estar fisicamente no local.

Já sobre as invenções acidentais, temos o aparelho de micro-ondas, que foi descoberto ao acaso, em 1945. Seu inventor, Percy Spencer, estava trabalhando em um radar que funcionava com ondas magnéticas, quando percebeu uma alteração de temperatura vinda do aparelho. Para validar sua descoberta, Spencer derreteu uma barra de chocolate com as ondas emitidas pelo radar, e então utilizou o princípio para criar um novo tipo de forno elétrico.

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Conclusão

Como vimos, existem diferenças importantes nos conceitos de invenção e inovação. É fundamental entendê-los para educar corretamente as pessoas e fazê-las ver sua importância, principalmente quando falamos de inovações dentro das empresas.

As inovações empresariais são necessárias para o crescimento de qualquer empresa e, dentro da proposta deste artigo, vimos que sua organização não depende da invenção de um novo produto/serviço para ser única e/ou melhor. Basta olhar para o que já existe e buscar fazer diferente, sempre buscando inovar e evoluir.

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